#8M: 1 ano de Telas

Hoje celebramos o Dia Internacional da Mulher e um marco muito especial para este blog: a data de publicação do nosso primeiro texto. O Telas completa um ano nesta segunda-feira (8). Nesses 12 meses fizemos muitas listas, anunciamos os lançamentos femininos mais legais da semana, demos nossas opiniões em críticas e colocamos nosso ponto de vista sobre alguns assuntos ainda polêmicos na sociedade — saúde mental, gordofobia, racismo.


Para comemorar esse marco importante em nossa trajetória, decidimos fazer uma seleção de textos favoritos de cada um de nós da equipe. A seguir, confira quais posts têm um lugar especial no nosso coração, e aproveite para ler algum texto que tenha passado despercebido durante o último ano!


Entrevista: Saúde Mental na Quarentena

Lembra quando a gente achava que o coronavírus ia durar apenas alguns meses? Neste março (além de um ano de Telas), chegamos a marca de um ano vivendo na incerteza de uma pandemia que parece não ter data para acabar aqui no Brasil. Por esse motivo eu decidi resgatar a entrevista que fiz com a Psicóloga Ully Guahy. Naquele longínquo abril de 2020, a Ully nos deu algumas dicas valiosas de como levar esse período respeitando nossos limites.


“É evidente que cada um irá reagir de uma forma, pensando que somos seres singulares, e fazemos partes de diferentes contextos, certo? Então enquanto terão pessoas que canalizarão as energias nos estudos, por exemplo, outras podem se sentir completamente bloqueadas nesse sentido e não conseguirem se concentrar em nada. E isso é perfeitamente normal! O que precisamos fazer é acolher tudo isso e cuidar.”


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Vamos Polemizar: "Pessoas pretas não falam só de racismo!"

Ao longo do primeiro ano de Telas, reverberamos temas importantes que afloraram na sociedade. E não dá para falar de 2020 sem citar as manifestações contra racismo, que aconteceram em diversos países do mundo, principalmente nos Estados Unidos, após a morte de George Floyd. Mas é importante ressaltar também que as pessoas pretas não podem ser "condenadas" a falar somente sobre o tema, o que foi tema de um texto da categoria "Vamos Polemizar" em julho. Além de citar o que a jornalista Maju Coutinho chamou de "segunda escravidão", conversamos com a Gleyce Figueiredo, doutora em Serviço Social pela UFRJ, professora da UFF e diretora de Pesquisa, Extensão e Assistência Estudantil no IFRJ, e Mychelle Alves, doutora em Engenharia de Processos Químicos e pesquisadora e chefe de laboratório na Fiocruz.


“É como se o racismo fosse culpa só das pessoas negras. Isso reforça o racismo e dá a ideia para as pessoas brancas, de modo geral, que elas não precisam falar sobre esse tema, sobre esse assunto. Ou então, elas dizem o seguinte: ‘eu não tenho lugar de fala, então, eu não posso fazer essa discussão, falar sobre essas questões’”


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Taburóloga: Sexshops e brinquedinhos sexuais

Um ano de telas por elas pra mim, significa um ano de muito conhecimento e o maior deles foi através deste Taburóloga. Onde rompi os maiores tabus que tinha e me possibilitei a conhecer o universo erótico e ainda, conheci história de mulheres incríveis.Você sabe como os vibradores surgiram? Neste texto, passeamos pela história deles e percebemos que está totalmente relacionado a uma questão de saúde. Ainda, encontramos um relato pessoal e visões de outras mulheres que revelam seus medos, inseguranças, motivações e orgulhos sobre as sexshops e brinquedos sexuais.


“A equipe do Telas Por Elas, realizou uma breve pesquisa sobre as sex shops e brinquedos sexuais. Nela, 55% disseram ter receio de ir a uma loja. Algumas pessoas foram procuradas para nos contarem mais a respeito e a maioria preferiu não responder, ou ainda ignoraram nossa pergunta. Mesmo não sendo uma pesquisa de grande porte, essa atitude reforça o fato de que a sexualidade é de fato um tabu para as mulheres. Tabu esse que não deve ser falado, questionado ou debatido.”


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Taburóloga: Labioplastia e o mito da vulva vulgar

Neste Taburóloga, debatemos o conceito de uma vulva supostamente ideal, e como ele incentiva a realização de cirurgias de labioplastia ao redor do mundo — e, especialmente, no Brasil. O que eu mais gostei nesse texto foi buscar (e efetivamente encontrar!) números concretos que questionavam as alegações dos cirurgiões plásticos sobre os benefícios falsos da labioplastia. Pode ser difícil se olhar no espelho e gostar do que vê, mas podemos encontrar um consolo em pesquisas e mais pesquisas que mostram que você não está sozinha nas suas inseguranças, não é?


"A vulva com lábios discretos e simétricos construída pela labioplastia se chama “Barbie” — e, idealmente, ela é 100% depilada. Ela é vista na Playboy, no Pornhub e, às vezes, até mesmo nos livros de Biologia do Ensino Médio. Se considerarmos que a Barbie é uma boneca (ou seja, ela é irreal) e a vulva dela é inexistente, o próprio termo já alerta que a busca pela vulva ideal é impossível — ou, pelo menos, era até a popularização da labioplastia."


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Onde estão os homens héteros que buscam a astrologia?

A coluna AstroTelas, o cantinho especial do Telas para tudo de Astrologia, estreou no blog com um tema polêmico: por que poucos homens héteros se interessam por astrologia? A Mariane Aguiar aprofunda essa questão para tentar entender porque mulheres são incentivadas a seguir a jornada de autoconhecimento, enquanto homens são desestimulados a adotar a espiritualidade.


“A astrologia vai te ajudar a investigar as raízes dos seus traumas e experiências que te causaram algum tipo de sofrimento. Assim, toda ferramenta de autoconhecimento vai colocar luz nas suas sombras e te trazer clareza sobre aquele tema que tanto te incomoda. Mas a verdade é que nem todo mundo está preparado para enxergar as suas sombras, nem todo mundo está preparado para entrar nesse processo do autoconhecimento e cura.”


Leia mais: AstroTelas: Onde estão os homens héteros que buscam a astrologia?



Vamos Polemizar: "Como a gordofobia é encarada no entretenimento?"

A gordofobia é um preconceito ainda muito presente no entretenimento. De verdade, até aquelas séries e filmes mais desconstruídos escorregam quando o assunto é o corpo gordo. Neste “Vamos Polemizar” fomos a fundo na questão, além de trazer exemplos práticos da gordofobia na TV. Outro ponto importante abordado no texto é a diferença entre pressão estética, gordofobia e lipofobia. Não, não é a mesma coisa e vale a pena entender o porquê.


“Você prefere se casar com um bandido ou com uma pessoa obesa? Pode parecer uma pergunta muito aleatória, mas, segundo o psiquiatra Adriano Segal, tem pesquisas apontando que muitos universitários realmente preferem se casar com um bandido a alguém bem gordo. Isso não é à toa. A gordofobia é algo extremamente presente na sociedade, enfiada nos nossos inconscientes de maneira tão gritante que, raramente, uma pessoa gorda é vista como possível parceiro — principalmente parceiro sexual.”


Leia mais: Vamos polemizar: como a gordofobia é encarada no entretenimento?



Vamos Polemizar: Ser mãe ou não ser?

Casar e ter filhos: esse era o caminho definido para as mulheres no passado. Qualquer desvio nessa jornada e os julgamentos surgiam de todos os lados. A modernidade veio acompanhada de muitas lutas e a conquista de poder escolher novas possibilidades é uma delas. Nos dias atuais, com as mulheres inseridas no mercado de trabalho e vivendo jornadas duplas (ou triplas) nos cabe perguntar: ser mãe ou não ser? É essa a reflexão sugerida neste Vamos Polemizar.


“A pressão que sofremos sobre a maternidade vem desde cedo nas nossas vidas, muitas vezes ocorre de forma velada. Em reuniões familiares sempre ouvimos muitas perguntas indelicadas, como ouvir de um tio “E os namoradinhos? Daqui a pouco você vai ficar pra titia hein?” ou então “Você já tá ficando velha, precisa arrumar um namorado e ter filhos logo!”.”


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Artista, mas abusador: o caso de Roman Polanski (e companhia)

Aquele velho debate de separar o artista da arte já passou aqui pelo Telas. Na época, a gente aproveitou a leva de protestos em Paris contra o diretor Roman Polanski, que, apesar de ter sido condenado por pedofilia nos Estados Unidos, nunca foi preso e continua a produzir e dirigir filmes - e ganhar prêmios por eles. É um tema de longo debate e vale muito a pena a leitura.


“Essas reflexões não dizem respeito apenas aos grandões de Hollywood, não. Vale lembrar que artista abusador tem em todo nível e lugar. O seu amigo músico que assediou uma garota entra no mesmo debate. Ou aquele seu conhecido fotógrafo que vive oferecendo ensaio nu para as meninas. Ou aquele artista faz-tudo-genial que só pega menor de idade. Não adianta se indignar e boicotar o Polanski se vai continuar passando pano na cena local.”


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Listas semanais com dicas selecionadas sobre filmes, séries, músicas, livros e peças teatrais. É nessa categoria que você descobre sugestões do que assistir nas plataformas de streaming ou o que fazer em um dia à toa em casa.