5 nomes do Queernejo que precisam estar na sua playlist

2021 chegou e uma coisa é fato: ouvir um sertanejo sem dor na consciência está cada vez mais impossível. A gente já sabia, mas é muito complicado esbarrar com comentários LGBTQIAfóbicos, com pitadas de descaso com a pandemia e muito (e coloca muito nisso) apoio ao governo genocida que gere nosso país.


Pois bem, você não precisa mais dar seu precioso stream para algum cantor ou cantora problemático sempre que quiser ouvir um bom sertanejo! O queernejo é um movimento recente que vem ganhando espaço de forma rápida e massiva por trazer representatividade em um gênero dominado pela cultura hétero.



O gênero ainda está engatinhando no mundo da música, mas já tem muito o que mostrar e com certeza vai conquistar um lugar muito especial na sua playlist. A caminhada ainda está começando e, por isso, é importante reconhecer quem são esses artistas e como podemos apoiar esses artistas a deslanchar nessa briga com gigantes por mais representatividade e diversidade dentro do sertanejo.


Sem mais delongas, chegou a hora de você conferir 5 nomes do queernejo que você precisa conhecer!


Gali Galó


Pouco mais de um ano depois de seu primeiro lançamento sertanejo, a música Fluxo (Mulher do Futuro) feat. Alía, Gali Galó se prepara para a divulgação do seu primeiro álbum – previsto para este mês. Nascide em Ribeirão Preto, cantore e compositore precisou se afastar da sua cidade natal em busca da aceitação. Nesse processo, enquanto cursava Publicidade e Propaganda, Gali atuou como redatore, jornalista, produtore executive, mas foi aos 21 anos que elu decidiu largar tudo e seguir como artiste independente. E valeu a pena! A faixa Aceita, que integra o álbum, é um grito de liberdade para toda a comunidade LGBTQIA+.



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Alice Marcone


Além de roteirista em Manhãs de Setembro (2021) e Depois dos Quinze (ainda sem data de lançamento), a sertaneja Alice Marcone começou a sua carreira musical em busca de um som que se aproximava mais de um “pop experimental”. Foi através de um processo de resgate e ressignificação das suas origens no interior de São Paulo que ela decidiu mergulhar de cabeça no queernejo. Seu primeiro single, Noite Quente, foi lançado ano passado e de lá para cá, ela se tornou um nome referência dentro do gênero. O último lançamento inédito de Alice foi a faixa Pistoleira, em parceria com Gabeu.



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Zerzil


Zerzil é cantore e compositore nascide no sertão de Minas Gerais, em Montes Claros. Em 2018 começou a publicar vídeos caseiros com músicas sertanejas autorais no seu canal do youtube, mas seu primeiro lançamento sertanejo é o clipe de Garanhão do Vale (2020), uma versão de “Old Town Road”, hit de Lil Nas X. De lá para cá, Zerzil cresceu no gênero e mostra uma sonoridade muito madura e descontraída. Seu último lançamento é a faixa Casinha no Sertão, parceria com o Gabeu.



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Gabeu


Nascido no interior de São Paulo, a história de Gabeu com a música sertaneja é antiga. Filho do sertanejo Solimões – da dupla Rionegro & Solimões – o cantor já falou em várias entrevistas que o seu processo de aceitação no gênero foi algo complicado. Em entrevista à “Quem” o cantor falou um pouco mais sobre a sua relação com o sertanejo. “Sempre me senti muito deslocado no meio sertanejo, apesar dele fazer parte da minha história. Tinha a questão de visão de mundo. Mesmo gostando muito da musicalidade, me sentia deslocado.”, explicou Gabeu.


Depois de lançar alguns singles e algumas colaborações com outros nomes do gênero, Garbeu lançou o seu primeiro álbum, nomeado como AGROPOC, na terça-feira (10). Ouça ele completo abaixo:



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Reddy Allor


Antes de apresentar essa artista incrível, preciso dizer que a faixa Deixa Ela Voar, me pegou de jeito. Então minha recomendação é dar play logo e conferir esse sertanejo sofrência no volume mais alto! Voltando para a apresentação, Reddy Allor foi uma das maiores surpresas do queernejo para mim. A carreira começou ainda na infância quando, sem a persona, ela fazia parte da dupla “Guilherme e Gabriel” com o seu irmão. Nascida no interior de São Paulo, o entendimento sobre a sua sexualidade e o nascimento da Reddy Allor vieram só após dos seus 18 anos. Em entrevista para o portal JTV, ela falou mais sobre esse processo.


“Aos 18 anos senti a necessidade de me conhecer melhor e foi quando me entendi como um garoto gay; a partir disso comecei a buscar novas referências e ampliei o meu ciclo de amigos, onde conheci quem eu era de fato. Foi aí que a arte drag apareceu, através da Pabllo Vittar, e eu me apaixonei de cara, pois vi ali um "espelho artístico”.


O seu primeiro EP, ASCENSÃO, foi lançado em janeiro deste ano e conta com quatro faixas incríveis. Ouça ele completo abaixo:



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