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Crítica: 4 motivos para ver Babilônia no cinema

De tempos em tempos surge um filme que explora muito a metalinguagem falando sobre nada mais, nada menos que cinema. Babilônia estreou na última quinta (19) e já tomou conta da crítica especializada. O mais novo filme de Damien Chazelle, também diretor de Whiplash (2014) e La La Land (2016), traz os primórdios do universo hollywoodiano - principalmente no período de transição do cinema mudo para o falado. Com muito glamour dos anos 20, drogas e caos, o filme pede uma experiência completa numa sala de cinema. Por isso, vamos te dar quatro motivos para ver Babilônia no cinema. Se liga aí.



1. Uma sátira ao cinema com o glamour de Gatsby

Babilônia se passa na década de 1920, bem ali na transição do cinema mudo para o falado. São basicamente três personagens principais: Nellie LaRoy (Margot Robbie) é uma aspirante a atriz que quer atuar nos grandes filmes hollywoodianos, Manny Torres (Diego Calva) é um faz-tudo que sonha em trabalhar nos estúdios de cinema e Jack Conrad (Brad Pitt) é um famoso galã dos filmes mudos que tem seu talento e suas habilidades questionadas nessa transição.



Nellie e Manny desenvolvem uma amizade inusitada em uma festa regada a muito álcool e drogas e começam a correr atrás dos seus sonhos. Do mesmo jeito, Manny e Jack também se conhecem nessa mesma festa e desenvolvem uma parceria amigável no mundo cinematográfico. Depois disso, é um caos luxuoso com altos e baixos focado principalmente nesses três, mas se estendendo a alguns outros personagens secundários - que se perdem um pouco na narrativa por isso.


O filme segue a mesma receita que Damien Chazelle já está acostumado: pessoas correndo atrás do sonho de ser e trabalhar com uma elite artística. O que muda é que em Babilônia o cenário é a indústria cinematográfica de Hollywood com o glamour dos anos 20. Por isso também fica claro algumas referências ao clássico O Grande Gatsby (2013), como na cena de apresentação do personagem de Brad Pitt que repetiu (fracamente) a primeira vez que vemos Gatsby.


2. Trilha sonora, como é de se esperar, impecável

Se tem Damien Chazelle na direção, você já sabe que vem uma bomba sonora. E é isso que Babilônia entrega. A trilha sonora é simplesmente impecável e dá todo o ritmo frenético do filme - assim como em Whiplash, do mesmo diretor. É um jazz misturado com rock n' roll, é energético, caótico, agitado e tem quebras e cortes bruscos, assim como a montagem do filme. É, para mim, o melhor aspecto do filme e com certeza vai garantir alguma estatueta do Oscar.



3. Ficha técnica de peso

Um filme com Brad Pitt e Margot Robbie em que ela tem mais do que uma fala e que de fato passa no teste de Bechdel (oi Tarantino rs) com certeza vale a pena ver. E aqui aproveito pra fazer uma menção honrosa de como Margot vem se consolidando como uma das maiores atrizes da nossa geração e Babilônia é só mais um passo. Além disso, também vale destacar a atuação de Tobey Maguire, que rouba a cena e causa um impacto mesmo aparecendo por 20 minutos.


Tobey Maguire vive o bizarro James McKay. | Foto: Divulgação

4. Vale a experiência no cinema

Bem, um filme sobre a história do cinema merece ser visto no cinema, né? Sim, especialmente Babilônia. Além de toda a questão sonora, o filme é (desnecessariamente) longo - tem 3h 9min de duração. Pois é. Apesar de ser engraçado e dramático na medida certa, o tempo é um pouco equivocado. A vontade de fazer um filme longo acaba por prejudicar os arcos dos personagens. Por isso, ver no cinema pode ser a melhor opção já que você não vai ter como pausar para mexer no celular, ir ao banheiro e acabar por tomar ainda mais tempo vendo o filme.


Se você gosta de filmes cult, épicos e muito bem feitos, esse é o seu pedido. Babilônia, de Damien Chazelle, estreia nos cinemas em 19 de janeiro.



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