Vitiligo Pride: 6 mulheres brasileiras com vitiligo para conhecer!

Recentemente, fizemos uma lista indicando 9 perfis de mulheres reais para seguir no Instagram, dentre elas estava Larissa Sampaio, uma modelo brasileira com vitiligo. E caso você não saiba exatamente o que é, a gente te explica: O vitiligo causa despigmentação da pele, fazendo aparecer inúmeras manchas no corpo. Atualmente, cerca de 3 milhões de pessoas no Brasil têm essa condição, que atinge aproximadamente 150 mil brasileiros todo ano. Com esse número, a gente se questiona: onde estão essas pessoas? Quantas mulheres com vitiligo você conhece? Pensando nisso, na lista de hoje separamos 6 mulheres brasileiras para te apresentar. Barbahat Sueyassu, Carine Guimarães, Carolina Clarkson, Eli Medeiros, Marcia Ishimoto e Renata Cadilhe, além do vitiligo, elas também tem outra coisa em comum: todas têm muito orgulho de suas manchas!


Barbarhat Sueyassu


A modelo, psicóloga e influenciadora digital Barbarhat menciona em sua bio no instagram “Quebrando padrões e consertando espelhos”. E é o que percebemos em suas redes sociais. Ela não dispensa informação sobre o vitiligo e responde todos sobre as dúvidas mais frequentes que possam ter. Suas primeiras manchas surgiram aos 4 anos de idade e junto com elas o preconceito também se fez presente. Mas mesmo tendo ouvido comentários desagradáveis, Barbarhat conta que eles foram necessários para que ela se reconhecesse como a mulher que é hoje e diz que suas manchas são o que a torna mais feliz!

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Foto: Pietra Schwarzler

Carine Guimarães


Aos 6 anos o vitiligo passou a se desenvolver na pele de Carine Guimarães. Hoje, ela trabalha como modelo e disse em uma entrevista para Jornal Correio da Bahia que seu sonho é levar a imagem do vitiligo sem vitimismo: “Meu sonho é mostrar o vitiligo sem vitimismo. Minhas conquistas são pelo meu talento, não pela minha pele.”


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Foto: Carlos Sales

Carolina Clarkson


Antes de se aceitar com vitiligo, Carolina costumava passar maquiagem nas manchas do rosto e do pescoço. Hoje, ela entende que essa atitude não era feita para esconder suas manchas dos outros e sim, de si mesma. A aceitação para ela se tornou uma forma de cura, na qual ela alimenta todos os dias ao se ver no espelho e titula o seu corpo como “a casa mais bonita que poderia ter.”


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Foto: Yasmin Oliveira

Eli Medeiros


A primeira mancha da paulista e modelo Eli Medeiros apareceu aos cinco anos de idade e em pouco tempo se alastraram por todo o corpo. Atualmente, ela não faz tratamento para reduzi-las e sente amor e orgulho por cada uma das manchas de seu corpo. Em uma entrevista para o HuffPost Brasil ela contou um pouco sobre a aceitação: "Respeito a vontade de outras pessoas em quererem seguir com o tratamento porque eu sei que são vivências diferentes. Eu passei por essa fase de rejeição a mim mesma, autopreconceito e conseguir me aceitar foi um marco para mim, mas ainda tem coisas que machucam então é um trabalho diário de autoestima, aceitação e de mostrar que é possível a gente viver bem do jeito que a gente é, e que a gente é lindo. Porque eu acho meu vitiligo maravilhoso. Faz parte da minha identidade, não consigo me ver sem o vitiligo".


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Foto: Daniel Bandeira

Márcia Ishimoto


A paulista Márcia Ishimoto compartilhou em suas redes sociais no dia 25 de Junho, Dia Mundial da Conscientização do Vitiligo, um texto que relata todo o processo de aceitação que uma pessoa com as manchas passa:Quem tem essa "doença" sabe a dor (dos olhares) sabe o preconceito que existe diariamente, sabe do dinheiro jogado fora em tratamentos sem resultados, sabe do tempo perdido tentando esconder e ser outra pessoa! Mas quem tem vitiligo, tbm sabe da enorme família que ganhamos, irmãos de pele pelo mundo a fora, sabe o significado de termos verdadeiros amigos, a importância da sua família do seu lado, e também sabe que tudo isso que escrevi ali em cima é uma bobeira! A gente aprende se amar de um jeito único, aprendemos que o preconceito pelo menos 60% tá aqui dentro da gente! Quando aprendemos que a aceitação é o melhor tratamento, descobrimos uma vida incrível, cheia de cores e de amor…”


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Foto: Dani Segura e Namy Shimada

Renata Cadilhe


Carioca, estudante de história e modelo, Renata Cadilhe não deixa de abordar em suas redes sociais o quanto suas manchas foram importantes para a sua história. Em uma de suas publicações, ela compartilhou com os seguidores um dos tratamentos mais bizarros que lhe foi oferecido para tratar o vitiligo. Em uma das ofertas que recebeu, recomendaram que passasse sangue de cavalo ou fezes de galinha preta em suas manchas e que essas abordagens chegavam juntas de muito preconceito. Atualmente, ela diz que não irá optar por nenhum tratamento e que deixará seu corpo lidar com isso sozinho, praticando aceitação por suas manchas que fizeram dela a mulher que é hoje.


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Foto: Victor Vieira e Charles Costa

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