Rina Sawayama: 5 coisas que você precisa saber sobre a cantora pop


Rina Sawayama tem chamado a atenção internacional com sua música desde o ano passado, quando lançou seu fenomenal álbum de estreia Sawayama (2020) — que a gente aclamou bastante aqui no Telas porque ele merece cada elogio. Comemoramos nesta segunda-feira (16) o aniversário dessa leonina que faz música militante e não consegue estacionar em um só gênero porque ela quer testar de tudo.


Mas não estamos aqui apenas para recitar a carreira de Rina, e sim para contar mais sobre a artista por trás do disco. Por isso, selecionamos a seguir cinco fatos sobre ela que você precisa saber para conhecer a cantora Rina Sawayama.

Relação com os pais


Rina Sawayama nasceu em Niigata, no Japão, mas se mudou aos cinco anos para o Reino Unido por causa do trabalho do pai em companhias aéreas. Sua infância foi marcada pelo lento processo de divórcio dos pais e sua experiência morando no mesmo quarto que sua mãe quando a separação foi oficializada.


A quebra entre seus pais é contada principalmente em Dynasty, faixa que abre o Sawayama. Já a relação conturbada entre Rina e sua mãe aparece mais na última música do álbum, Snakeskin — mas tudo bem! Porque Rina revelou, após o lançamento do disco, que o processo de produção e amadurecimento ajudou a melhorar seu relacionamento com a sua família.

Estudos e formação acadêmica


Rina já revelou em várias entrevistas que ela é bastante nerd. Inclusive, ela conta que a linha de raciocínio que seguiu para produzir o Sawayama foi marcada por técnicas de tese, como se fosse um trabalho da faculdade. Ela se formou em Cambridge com honras em psicologia, política e sociologia. Rina já contou que está acostumada a estudar enquanto trabalha, e que era comum dividir o tempo entre os trabalhos de modelagem e as aulas na universidade.

“Revolução” no Brit Awards


Rina descobriu ano passado que não poderia se candidatar à premiação do Brit Awards e do Mercury Prize por não ser uma cidadã britânica, apesar de morar há 26 anos no país. Rina tem passaporte japonês e um visto de residência permanente na Inglaterra, já que o país asiático não aceita dupla-cidadania.


A crítica da cantora aos critérios dos prêmios ajudou a mudar o regulamento das cerimônias e, agora, é possível participar das premiações os moradores do Reino Unido que estão no país há mais de cinco anos.

O Sawayama é o queridinho da crítica


O primeiro full album de Rina teve recepção positiva da crítica e ajudou a crescer seu nome no círculo de artistas. Por exemplo, ela conseguiu um feat com ninguém menos que Elton John para a versão deluxe do Sawayama! O disco tem 89/100 no Metacritic, e nota 7.7 no Pitchfork (parece baixo, mas é muito! O Pitchfork é bem rigoroso). O Sawayama também está incluso na lista de melhores álbuns de 2020 de vários veículos de renome, como a Billboard, The Guardian, The New York Times e Pitchfork.

Rina é abertamente pansexual


Rina se assumiu para a mídia com o lançamento do single Cherry (2018). A música conta a experiência de ficar confusa após se sentir atraída por uma garota. A temática foi retomada por Rina em Lucid, o single da versão deluxe de Sawayama, e ela explica que sempre escreveu músicas pensando em mulheres, e não em homens. Rina defende sua sexualidade com o objetivo de trazer mais representatividade e incentivar outras pessoas LGBTs a se sentirem representadas na mídia.


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