Regina Duarte é a nova coordenadora da Cinemateca. Entenda importância do instituto!

Após comandar a Secretaria da Cultura por apenas 77 dias, entre 04 de março e 20 de maio de 2020, Regina Duarte é convidada para coordenar a Cinemateca Brasileira. Sediada em São Paulo, o instituto é responsável por preservar a memória da produção audiovisual brasileira.


A Secretaria da Cultura passa a ser comandada pelo ator Mario Frias. Ele terá os mesmos desafios de Regina, apaziguar a relação do governo Bolsonaro com a classe artística e socorrer um setor em crise devido ao novo coronavírus. Regina não obteve êxito em ambas empreitadas e ainda causou polêmica ao relativizar a Ditadura Militar durante entrevista à CNN.



Qual é a importância da Cinemateca Brasileira?


Vinculada à Secretaria da Cultura, a Cinemateca Brasileira foi criada em 1946 com o intuito de contribuir para a difusão do cinema nacional e criar a memória do audiovisual brasileiro. Possui atualmente o maior acervo da América do Sul e é reconhecida internacionalmente.


Ela guarda mais de 250 mil rolos de filmes e mais de um milhão de documentos. Estão sob os seus cuidados fotos, roteiros, cartazes, livros e outras peças do cinema.


Além do trabalho técnico de profissionais capacitados, a Cinemateca abre as suas portas ao público paulistano, contribuindo para a educação e cultura da cidade. Possui salas de exibição, biblioteca e um jardim com visitação liberada. Todas as atividades são gratuitas.


Atualmente, os trabalhos que envolvem o público se encontram interrompidos devido às medidas necessárias de isolamento social.


Cinemateca Brasileira. (Foto: Reprodução)

Desafios


Regina Duarte substituirá uma especialista com 36 anos de Cinemateca, a cineasta Olga Futemma. Ela é formada em Cinema pela Universidade de São Paulo - USP, sendo respeitada no meio audiovisual brasileiro por já ter feito trabalhos importantes como a organização do arquivo pessoal de Glauber Rocha.


Além disso, a Cinemateca passa por grande crise econômica. Em carta divulgada à imprensa, o ex-diretor Carlos Augusto Calil disse que o espaço não recebeu ainda nenhuma parcela do orçamento anual, cujo montante é cerca de R$ 12 milhões.


Nos últimos anos, a Cinemateca também vem sofrendo por falta de autonomia operacional e sucessivos descasos do governo federal. Isso contribuiu para o incêndio sofrido em 2016, o quarto de sua história.


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