#ListaPreta: 6 negócios liderados por mulheres pretas

De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, 40% dos empreendedores brasileiros são pretos ou pardos. Legal, representatividade, né? Não é bem por aí. Segundo dados do Sebrae, desses homens e mulheres negros, mais de 45% tiveram que empreender por necessidade, diferente do caso de muitas pessoas brancas, em que o número cai para 28,5%. Ou seja, é um empreendedorismo muito mais impulsionado pela exclusão do mercado tradicional de trabalho e, por isso, é preciso encarar os dados com atenção.


Quem também é maioria no empreendedorismo brasileiro, quando analisados os empresários pretos e pardos, são as mulheres, que representam 52% dos casos, segundo o PretaHub. E, cada vez mais, nomes de empreendedores pretos surgem com mais força no mercado. Ao mesmo tempo em que é importante entender o que levou estas mulheres ao empreendedorismo, é ainda mais relevante divulgar o trabalho de pessoas pretas que estão investindo em uma nova carreira.


Para iniciar nossa #ListaPreta, feita especialmente para o mês de novembro, vamos falar sobre seis negócios liderados por mulheres pretas! Confira.


Regla Store, de Thais Pires


Thais Pires já fazia parte do mercado de moda carioca há alguns anos, quando decidiu criar seu própria loja, a Regla Store. Atualmente, a marca trabalha com diversos segmentos, indo de moda praia, streetwear à até mesmo itens para casa - como fronhas para travesseiros.


"Comprando na Regla a cliente tem a certeza de vestir uma roupa de qualidade, modelagem inteligente (valorizando a forma do corpo feminino ao seu máximo, com todas as suas curvas, formas e tamanhos), bem como a certeza de uma produção justa, feita por mulheres que receberam valor adequado pelo serviço que prestam", afirma o site da Regla Store.


Sr. Biju, de Sarah e Carla Fonseca

Criado em 2012 por Sarah e Carla Fonseca, naturais de Niterói, no Rio de Janeiro, o Sr. Biju é um e-commerce de acessórios, que investe em produtos de qualidade, originais e criativos - ideais para complementar o look! Os itens são semi joias ou aços, montados à mão. Quem compra na Sr. Biju ganha de brinde um cristal e ainda sabe que ajuda o meio ambiente, já que Sarah e Carla têm preocupação em reduzir o uso de plástico em seus envios, que chegam em todo o Brasil.


Tay Cabral


Com 24 anos, Tay Cabral é publicitária, formada pela Universidade Federal Fluminense - UFF, e criou sua própria marca, que leva seu nome, para divulgar seu trabalho como artista visual. Em seu site oficial, a jovem fala que com suas ilustrações busca "contribuir na projeção de outras possibilidades de existência, principalmente para corpos negros". Tay já ilustrou matérias de grandes veículos como Elle Brasil e fez o cartaz para o documentário "Tem uma revolução correndo nos nossos olhos". Além do site, a artista divulga seus trabalhos em seu perfil profissional no Instagram, @taycabral.co.


Instituto Beleza Natural, de Heloísa Assis

Hoje temos uma variedade de produtos para cabelos crespos e cacheados, mas infelizmente, nem sempre foi assim. O Beleza Natural foi uma ação pioneira, liderada por Heloísa Assis, que desde a década de 70 tinha dificuldade em lidar com seus fios. O primeiro salão do grupo foi aberto em 1993 e com ajuda do marido de Heloísa, Jair Conde, e os sócios Rogério Assis e Leila Velez, a marca foi crescendo e atualmente é uma das maiores no país quando o assunto é cuidado com cabelo crespo.


Zâmbia, de Vívian Ramos


Mais uma marca de acessórios para lista, a Zâmbia foi inaugurada por Vívian Ramos em 2017. Para criar seus produtos, a artista utiliza-se de experiências reais de mulheres do dia a dia, com "design moderno, sem perder a essência de cada produto". Todas as peças são feitas à mão por artesãos da baixada fluminense.


"O conceito por trás da marca é criar produtos autorais com temas brasileiros e mostrar a força da mulher negra [...] quero me ver representada na minha marca", disse Vívian em entrevista à revista Capricho.


Loja 370, de Glaucia Rodrigues


"Nossa família é formada por costureiras que sempre encontraram neste ofício uma forma de empreendimento". É assim que Glaucia Rodrigues apresenta sua empresa, Loja 370, inaugurada em 2016 com sua mãe e sua tia. A marca segue o conceito de slow fashion e produz peças sob medida, com tecidos derivados de garrafas PETs. A Loja 370 prioriza o conforto e a liberdade, visando que todes clientes possam se movimentar tranquilamente com as roupas. Perfeito, né?


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Listas com dicas selecionadas sobre filmes, séries, músicas, livros e peças teatrais. É nessa categoria que você descobre sugestões do que assistir nas plataformas de streaming ou o que fazer em um dia à toa em casa.