Entrevista: Sire fala sobre música urbana e o single 'Aviso'

Moradora do Vidigal, a cantora e compositora Sire mistura influências da cultura carioca e da música urbana para apresentar o seu próprio som. Mesclando diferentes ritmos, como o pop e o hip hop, ela está na pista com o seu último single, "Aviso", música dançante feita em parceria com o produtor Seven Beats.

Em entrevista ao Telas Por Elas, a artista natural da Baixada Fluminense conta que a música nasceu justamente para balançar as pistas de dança, aumentando ainda mais a vontade de retornar às nossas aglomerações favoritas quando for seguro.


Como o próprio título da faixa sugere, Sire quer avisar às pessoas que ela é um perigo. A cantora, que assinava anteriormente como Desiree Schineider, já fez parte do time da Banca Records e trabalhou com nomes como Black, com quem gravou o clipe “A Banca Sessions #1”, Anchieta Budah, Dapaz, Azzy e outros.


Seu primeiro single na atual fase, “Inbox”, foi lançado em julho deste ano pela MM Hits, mostrando a face pop e sensual da jovem artista carioca, não só na letra e melodia, mas também na identidade visual.

Confira entrevista completa com a cantora e compositora Sire:


- Seu último lançamento, "Aviso", é uma composição sua. Como nasceu a música?


Fazia um tempo que eu estava planejando fazer uma faixa mais dançante, para tocar em festas, botar a mulherada pra dançar nos shows (eu também amo dançar) e nesse meio tempo conheci o trabalho do Seven. Na hora eu me identifiquei com a ideia e a gente foi estudando um caminho para entregar algo nesse estilo, até chegar em Aviso.


- Qual é a mensagem deste lançamento?


Eu escrevi pensando em como é um “perigo” ser desejada sendo uma mulher mais livre, na minha visão. Acho que nós, mulheres que temos mais atitude, temos, sim, que estabelecer quem tem tanta atitude quanto homens, igualmente decididos, para receberem de nós algo não dado tão facilmente. E não tem problema nenhum ser malvada e mandona, ou exigente, acho bem melhor assim, inclusive (risos).


- Além da letra, a produção também deixou a música bem dançante e sensual. Por que imprimir essa pegada ao som?


Eu tenho uma vibe bem sensual nos meus sons, acho que já é uma característica minha, mas a pegada dançante foi uma escolha para inovar um pouco no meu repertório, mostrar um caminho diferente do meu eu artístico.


- Carioca e moradora do Vidigal, como as suas raízes inspiram as suas letras? Quais são as suas influências?


Sou carioca, sim, mas nasci em Nilópolis. Meu pai arrisca como músico e todas comemorações na minha casa são um pocket show familiar, então, acho que minha maior referência musical é minha família. Eu sou bem eclética, musicalmente falando, ouço de tudo: adoro hip hop, e todas suas vertentes, e gosto muito de MPB também, mas não consigo achar que meu trabalho é influenciado pelo de alguém ainda... Eu sou bem eu mesma!

- Por que cantar música urbana?


Eu me envolvi com o movimento hip hop muito nova, sempre ia em todas as rodas de rima da área pra assistir, trocar uma ideia, e nessa fiz vários amigos que são até hoje da cena... Na época, nem sabia que eu poderia vir a cantar profissionalmente. Desde criança sempre levei a música como hobby, até que eu comecei a frequentar estúdios com esses amigos e surgiu um interesse enorme de me jogar nesse mundo. Desde lá, a gente só evoluiu, graças a Deus!


- O que você pensa sobre a escalada e crescimento da música urbana no Brasil nos últimos anos?


A música pop internacional já é nessa linguagem há anos, então, para mim, que sempre acreditei muito no Hip Hop, não era uma dúvida que o pop brasileiro iria caminhar pro urban.

- Como conciliar a sua vertente pop atual com a sua trajetória no hip hop, gênero o qual já gravou com nomes como Black e Azzy?


Acho que não existe isso de conciliar porque a minha trajetória é na música, meu feat com o Black é orgânico e com a Azzy é trap, acho que sempre me vi versátil... Não me divido, nem me limito por vertentes, sou cantora e pretendo cantar ainda em muitos estilos diferentes para surpreender vocês.


- Quais são os seus próximos planos?


Além dos últimos lançamentos do ano, 2022 vai começar daquele jeito e estamos com um projeto super incrível pela minha gravadora, MM Hits, com feats incríveis que eu ainda não posso falar, mas para não deixar ninguém sem pista, posso falar que é funk... Então, fiquem ligados!