8 músicas e clipes de mulheres pretas que exaltam ancestralidade

No mês de julho, o Dia da Mulher Negra, Latina e Caribenha traz à tona a memória de mulheres pretas que tiveram papel importante na luta contra as violências da escravidão e após a abolição também. No Brasil, 25 de julho recebe contorno especial ao homenagear Tereza de Benguela, líder quilombola que ajudou comunidades negras e indígenas na resistência à escravidão no século XVIII.


negra Li, MC Rebecca, Elza Soares e Iza

É um ótimo momento para reiterar, uma vez mais, que não sabemos para onde vamos, se não sabemos de onde viemos. Na música, assim como em demais atividades artísticas, mulheres pretas levantam suas vozes para relembrar quem já passou e seguir lutando por uma sociedade livre do racismo e machismo.


Confira oito músicas e videoclipes de mulheres pretas que colocam em evidência suas ancestralidades.


"Comando" - Negra Li


Em seu último lançamento, Negra Li, aos 41 anos, assume o "comando" de sua própria carreira para trazer empatia e buscar a união das mulheres pretas na luta contra o racismo. O clipe traz diferentes simbologias e foi gravado em uma antiga fazenda que explorava pessoas escravizadas.

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"Gueto" - Iza


Iza traz sua ancestralidade na voz, no canto, no baile e na ginga. Seu último lançamento, "Gueto", e mostra referências a cultura do seu bairro Olaria, no subúrbio do carro. Nas sutilezas, ela reconquista a crença da beleza de seus antepassados e o sentimento de pertencimento a um país construído por pessoas pretas.



"A Coisa Tá Preta" - MC Rebecca e Elza Soares


União de duas gerações, união de dois gêneros musicais. Em "A Coisa Tá Preta", MC Rebecca e Elza Soares trazem o "sankofa", que pode ser traduzido como o ato de "retornar ao passado para ressignificar o presente e construir o futuro”.

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"A Carne" - Elza Soares


Elxa Soares em dose dupla, sim. No Dia da Consciência Negra, de 2017, a cantora lançou uma releitura de "A Carne", um grito por dignidade que se tornou um dos seus principais sucessos.

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"Ilha de Santiago" - Mayra Andrade


Mayra Andrade nasceu em Cuba, mas cresceu e se moldou em Cabo Verde. Sua discografia mostra bem o país africano, as origens e reverência os costumes tradicionais de sua terra. "Ilha de Santiago" traduz o olhar da cantora sobre a sua própria terra e compartilha com o mundo.


"Formation" - Beyoncé


Queen Bey não poderia ficar de fora de uma lista que fala sobre representatividade e ancestralidade, verdade? Além de ter se tornado um hino na carreira de Beyoncé e um marco antirracista na música norte-americana, "Formation" é inspiração para diversas outras artistas pretas.

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"Ancestralidade" - Indy Naíse e Camila Trindade


A penultima música desta lista carrega a ancestralidade no nome. Letra de Indy Naíse e Camila Trindade dá um basta no preconceito ao reafirmar a identidade, a beleza e a resistência preta.


"Macumbeira" - Jéssica Ellen


Para encerrar, uma música de Jéssica Ellen, que leva a sua consciência política e social para arte, tanto na atuação como na música. Em "Macumbeira", que também dá nome ao seu primeiro disco, ela revisita a infância e a umbanda, religião apresentada pelo seu avô.



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