• Victoria Rohan

6 filmes de Sofia Coppola que exploram a complexidade feminina

“O estranho que nós amamos” acabou de chegar na Netflix e isso mexeu com as nossas emoções. Sofia Coppola escreveu e dirigiu a segunda adaptação para o cinema do romance The Beguiled, de Thomas P. Cullinan (1966). Mas esse não é o primeiro trabalho de Coppola que toca nossos corações, não. A cineasta tem um currículo cheio de trabalhos importantes e premiados. Por que você não aproveita o tempo livre para conhecer mais dessa diretora incrível?


Sofia dirigiu seu primeiro longa-metragem em 1999, aos 28 anos. Foto: Reprodução

Antes de começar com nossas indicações, quem é Sofia Coppola? Ela é uma cineasta, roteirista, produtora e atriz estadunidense. Filha do famoso diretor Francis Ford Coppola (O Poderoso Chefão), ela começou a carreira hollywoodiana como atriz, mas logo foi se aventurar por trás das câmeras. E rendeu, viu? Confira a seguir alguns dos seus trabalhos mais marcantes.


“O estranho que nós amamos”, 2017

Um filme com Elle Fanning, Kirsten Dunst e Nicole Kidman já promete qualidade. A adaptação do romance de 1966 apresenta a história de um soldado ferido em combate durante a Guerra de Secessão que encontra refúgio em um internato para mulheres. Elas decidem cuidar do homem para que, após se recuperar, seja entregue às autoridades. Só que, aos poucos, ele desperta interesse e desejo de mais de uma mulher da casa. Sofia não só dirigiu, como também escreveu o roteiro, e ganhou o prêmio de “mise-en-scène” (direção) em Cannes, tornando-se a segunda mulher em mais de 50 anos a ser premiada na categoria.


“Bling Ring”, 2013

Inspirado em fatos reais, o filme mostra um grupo de adolescentes da classe alta de Los Angeles que começa a roubar mansões de celebridades. Suas vítimas incluem Paris Hilton, Lindsay Lohan, Megan Fox, Rachel Bilson, Audrina Patridge e Orlando Bloom. Cada vez mais empolgados com os ganhos e a impunidade, o volume dos saques desperta a atenção das autoridades. Coppola traz Emma Watson e Tassia Farmiga para estrelar o mundo dos jovens ricos e alienados em uma sociedade de consumo de celebridades.


“Um Lugar Qualquer”, 2010

Mais uma vez, Elle Fanning estrela uma produção de Coppola. Dessa vez, como Cleo, filha de Johnny Marco (Stephen Dorff), um ator renomado que vive uma crise existencial apesar do sucesso profissional. Quando sua ex-esposa sofre um colapso nervoso e deixa sua filha de onze anos sob seus cuidados, Marco precisa amadurecer e encarar a responsabilidade. Uma comédia dramática, o filme explora o tédio entre as estrelas de cinema de Hollywood e as relações entre pai e filha. Com “Um Lugar Qualquer”, Sofia se tornou a quarta cineasta dos Estados Unidos (dentre eles a primeira mulher) a ganhar o Leão de Ouro, o maior prêmio no Festival de Cinema de Veneza.


“Maria Antonieta”, 2006

Um dos meus filmes favoritos quando era mais nova, admito, ele conta a história da jovem rainha da França do século XVIII, Maria Antonieta. Para escrever o roteiro, Sofia se baseou no livro biográfico de Antonia Fraser alegando que continha uma descrição mais humana da personagem. Ainda adolescente, Maria Antonieta (Kirsten Dunst) foi enviada à França para se casar com o príncipe Luís XVI (Jason Schwartzman) e se vê envolvida em rígidas regras de etiqueta, disputas familiares e muitas fofocas. Praticamente exilada, decide criar um universo à parte dentro daquela corte, no qual pode se divertir e aproveitar sua juventude.


“Encontros e Desencontros”, 2003

Estrelado por Bill Murray e Scarlet Johansson, o filme mostra Bob Harris, um ator a trabalho em Tóquio, que se sente melancólico com toda rotina sem sentido de sua vida. No hotel, conhece Charlotte, que está na cidade acompanhando seu marido, um fotógrafo de celebridades que a deixa sozinha o tempo todo. Sofrendo com o horário e estranhos em uma terra estrangeira, Bob e Charlotte encontram distração, fuga e compreensão um no outro. Sofia recebeu o Oscar de Melhor Roteiro Original por “Encontros e Desencontros” e se tornou a terceira mulher a ser indicada para um Oscar de Melhor Diretor.


“As Virgens Suicidas”, 1999

O filme foi o primeiro longa-metragem escrito e dirigido por Sofia Coppola e foi baseado no romance homônimo de Jeffrey Eugenides (1993). A primeira parceria da cineasta com Kirsten Dunst mostra cinco irmãs que moram no subúrbio estadunidense com uma vizinhança cheia de meninos obcecados por elas. A vida das irmãs é marcada de amor e repressão, fantasia, terror, sexo, morte, memória e desejo. Como o próprio título sugere, ao longo da narrativa elas se suicidam, cada uma a seu modo.


Se você não tem um histórico com mulheres diretoras, agora é a hora de reverter esse quadro. Além dessa lista detalhada com trabalhos de Sofia Coppola, já sugerimos algumas diretoras por aqui. Aproveite!


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