6 cantoras estrangeiras que não cantam (somente) em inglês

Equipe Telas por Elas


Hoje é dia de estreia aqui no Telas por Elas! Fala a verdade, quantas artistas que não cantam em inglês (e não são brasileiras) que você conhece? Temos a tendência de curtir aquilo que está na mídia e, normalmente, esses artistas são norte-americanos ou ingleses. Para mudar um pouco isso, decidimos montar uma lista colaborativa com 6 cantoras estrangeiras que não cantam (somente) em inglês. Vamos ampliar nossa playlist?


Angèle - Bélgica


A cantora belga lançou o primeiro single em 2017 e o primeiro álbum em 2018 e, desde então, vem conquistando a Bélgica, a França e outros países da Europa. Inclusive, já quebrou o recorde de Stromae, passando nove semanas consecutivas no primeiro lugar das paradas belgas. Com 24 anos e mais de dois milhões de ouvintes mensais no Spotify, Angèle canta um pop delicado com seu timbre suave e tom bem-humorado. E faz sentido. Ela começou a fazer sucesso no Instagram com vídeos que misturavam música e comédia. Bem ícone millennial, a jovem traz em suas letras pautas feministas, questionamentos sobre feminilidade e muitas críticas às redes sociais. Vale a pena conferir seus clipes coloridos e divertidos!



Julieta Venegas - México


Julieta Venegas faz um pop alternativo que mescla acordeão, piano e guitarra. Natural da Califórnia, nos Estados Unidos, cresceu em Tijuana, no México, e faz questão de deixar claro o seu orgulho por ser mexicana. Possui seis Grammys Latino e um Grammy Awards, além de homenagens diversas por seus trabalhos e envolvimento por questões sociais. Ao longo dos seus quase 30 anos de carreira, são sete discos de estúdio e um Acústico MTV, dos quais saíram sucessos como "Me Voy", "Limón y Sal", "Andar Conmigo" e "Ilusión", em dueto com Marisa Monte. Aliás, essa não foi a única parceria com cantores brasileiros. Julieta já confessou o seu carinho pela música e cultura do Brasil, tendo colaborado com Lenine, Otto, Criolo e Caetano Veloso. Em 2017, durante um show da Parte Mia Tour no Rio de Janeiro, chegou a dizer que "o portunhol é a língua do futuro". Ícone latino, né?



Yayoi Daimon - Japão


Yayoi Daimon é uma cantora e compositora cuja música mais famosa fala, nada mais nada menos, sobre não usar sutiã. Sério. Ela se auto-intitula "feminista japonesa", e se garante tanto no rap quanto no canto em suas faixas. Ouvir um álbum da Yayoi é uma montanha-russa de emoções: tem balada amorosa, tem música de curtição e tem até mesmo algumas coisas bem "explícitas", com trocadilhos inteligentes para manter a segunda intenção bem subliminar. Quer conferir a variedade melódica de Yayoi Daimon? Recomendo o clássico "NO BRA", "Mango", "Blessing" e "#KETSUFURE" (esta última, em especial, pega emprestado o ritmo do nosso bom e velho funk).



BLACKPINK - Coreia do Sul


Formado por Jennie, Jisoo, Lisa e Rosé, o grupo sul-coreano nasceu em 2016 e já é responsável por vários hits, parceria de sucesso, turnês mundiais e até apresentação no Coachella! Ufa, elas não vieram para brincadeira mesmo. O primeiro single, “Boombayah”, já soma mais de 900 milhões de visualizações no YouTube e “How You Like That”, lançamento mais recente, já está perto de atingir os 500 milhões. E não é só de fãs que o BLACKPINK é feito, os feats. com Dua Lipa e Lady Gaga impulsionaram o quarteto que já tem uma nova parceria, desta vez com Selena Gomez, com data de lançamento marcada. Depois de tanto sucesso a estreia do “The Album”, primeiro álbum das meninas, foi marcada para 2 de outubro e, até lá, você pode aprender todas as coreografia para já ir entrando no ritmo!



Nina Zilli - Itália


Com uma voz marcante, a cantora Nina Zilli é nossa representante da Itália. A artista é fascinada por música desde cedo, ouvindo estilos variados, indo do punk, R&B até o pop. Essa versatilidade também se mostra em seus trabalhos. Um de seus maiores sucessos, o álbum “Frasi & Fumo” (2015) carrega bastante as referências soul da artista. Inclusive, foi com “Sola”, single mais conhecido do disco, que Zilli chegou a ser finalista no Festival de Sanremo, o evento de música mais importante da Itália. Atualmente, Nina volta às raízes pop, com o lançamento de “Schiacciacuore”, em junho deste ano.



Titica - Angola


Ícone pop na Angola, Titica é a rainha do kuduro, ritmo que já foi bastante marginalizado no país e que graças a ela, vem quebrando cada vez mais os preconceitos. O kuduro nasceu nos guetos de Luanda e, por muito tempo, foi associado ao crime. Mas não é só no estilo musical que Titica rompe barreiras. Aos 17 anos assumiu sua transexualidade, e é considerada a primeira mulher se assumir como trans no país. Quando falamos das músicas da cantora, a representatividade também está presente. As letras falam de amor, sensualidade, sofrência e claro, protesto. A sonoridade tem referências de funk, rap, house e eletrônica, e as coreografias sempre estão presentes, sendo um dos pontos fortes de seus trabalhos. No Brasil ela também vem conquistando cada vez mais espaço através de suas parcerias com Pabllo Vittar, Mc Ricon Sapiência e BaianaSystem.



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