5 mulheres da imprensa brasileira!

O mês de junho comemora duas datas importantes para a imprensa. O Dia da Imprensa, comemorado dia 1°, e o Dia da Liberdade da Imprensa, comemorado dia 7. As duas datas homenageiam momentos importantes para o jornalismo brasileiro: a criação do Correio Braziliense e o período da Ditadura Militar (1964 - 1985), respectivamente.


A imprensa brasileira sempre foi um ambiente dominado pelos homens. Para ingressar nesse mercado, as mulheres precisaram conquistar vários direitos, desde a educação até o direito de trabalhar fora de casa. Uma pesquisa divulgada em 2019 pelo Workr, mostrou que atualmente as mulheres representam 37% dos profissionais da imprensa no país.


São aproximadamente 15 mil mulheres atuando em diversas áreas dentro das redações de jornais e emissoras de televisão e rádio. O número representa um grande avanço, mas será que ele é suficiente? Afinal, quantas jornalistas mulheres você admira?


Que tal conhecer a história de cinco mulheres que fazem parte da imprensa brasileira?


Zileide Silva


Zileide Silva | Foto: Reprodução

Nascida em 1958, em São Paulo, Zileide Silva sempre diz que nunca havia pensado em ser jornalista. Filha de um mestre de obras e de uma dona de casa, a paulista começou a sua carreira trabalhando na rádio. Em 1997, foi contratada pela Rede Globo para trabalhar na editoria de política diretamente de Brasília.


Com mais de 40 anos de carreira, Zileide já passou por diversas editorias e já foi correspondente em Nova Iorque, onde participou da cobertura histórica do 11 de setembro. De volta ao Brasil, em 2002, fez parte da equipe que acompanhou as eleições que culminaram na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente do país.


Sua atuação em coberturas políticas, desde a eleição de Fernando Collor, fizeram com que ela integrasse “o seleto time de repórteres que cobriram todos os presidentes eleitos pelo voto direto desde a queda do regime militar – de Collor a Dilma, sem interrupção.”. Além disso, Zileide foi premiada três vezes como melhor jornalista política pelo Prêmio Comunique-se, nos anos de 2004, 2006 e 2008.


Flávia Oliveira


Flávia Oliveira | Foto: Reprodução

A multifacetada Flávia Oliveira é carioca, nascida no bairro de Irajá em 1969. Formada pela Universidade Federal Fluminense, a carreira de Flávia no jornalismo começou no “Jornal do Commercio”, em 1992. De lá para cá, a jornalista migrou para o Jornal O Globo, em que se firmou como repórter de economia.


Especializada em coberturas com temas socioeconômicos, Flávia levou discussões importantes a diversos programas do Grupo Globo, indo desde o impresso até a televisão. Atualmente, ela participa do Estúdio I, programa da Globo News, tem uma coluna no Jornal O Globo e apresenta o Rio + Rua na Rádio CBN.


Sandra Annenberg


Sandra Annenberg | Foto: Reprodução

Sua primeira aparição na televisão foi aos seis anos de idade. Graças à profissão da mãe, que era produtora na TV Cultura, Sandra Annenberg descobriu sua paixão pelo mundo do jornalismo logo cedo. Nascida e criada em São Paulo, a jornalista começou a sua carreira em 1991 como a “moça do tempo”.


De lá para cá muitas coisas mudaram. Em 1993, a apresentadora foi convidada para apresentar o Fantástico, junto a Celso Freitas e Fátima Bernardes. Esse foi o pontapé inicial para que a carreira como repórter e apresentadora decolasse. Sandra passou pela bancada do SPTV 1° Edição e do Jornal Hoje, antes de ser convidada para comandar uma equipe da emissora em Londres, onde também atuou como correspondente internacional.


Após voltar ao Brasil, a jornalista assumiu novamente a bancada do Jornal Hoje. Dentre diversas coberturas importantes, ela foi a responsável por anunciar a escolha dos dois últimos papas, Bento XVI e Francisco. Atualmente, apresenta o Globo Repórter em parceria com a Glória Maria (que já foi protagonista do “Mana do Mês”).


Sônia Bridi


Sônia Bridi | Foto: Reprodução

A história de Sônia Bridi se mistura com as suas matérias durante a sua carreira. Nascida em 1936 na cidade de Caçador, em Santa Catarina, a repórter desenvolveu sua paixão pela escrita e por contar histórias ainda nova e, daí em diante, começou a cultivar o sonho de ser jornalista.


Sônia começou a sua carreira como repórter no A Imprensa Catarinense, jornal impresso da sua cidade. Sua entrada na televisão aconteceu em 1984, quando ela entrou para o time da RBS, afiliada da Rede Globo em Santa Catarina. Durante a sua trajetória, ela participou de diversas coberturas importantíssimas, mas talvez a mais importante delas seja a entrevista com Edward Snowden.


Em 2013, quando foi procurada pelo jornalista Glenn Greenwald, Sônia recebeu toda a documentação obtida e vazada por Snowden que comprovava que os Estados Unidos vinha espionando a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e a Petrobrás. Em 2014, ela embarcou para Moscou para realizar uma entrevista com o próprio Snowden. Ambas as matérias foram exibidas pelo Fantástico.


Maju Coutinho


Maju Coutinho | Foto: Reprodução

A trajetória de Maria Júlia Coutinho Portes, ou somente “Maju” Coutinho, começou em 2005 quando ela apresentava, em parceria com Heródoto Barbeiro, o Jornal da Cultura, telejornal da TV Cultura. Nascida em 1978 na cidade de São Paulo, Maju brincava de ser jornalista desde criança e dividia esse sonho com o de ser professora.


Em 2007 foi contratada pela Rede Globo como repórter, cargo que ocupou até 2013, quando foi convidada a ocupar a posição de apresentadora de meteorologia. Sua preocupação, entretanto, ultrapassava as barreira do tempo e Maju começou a pesquisar e se informar sobre as questões climáticas, fazendo com que suas colocações se destacassem.


Depois de apresentações eventuais na bancada do Jornal Hoje, Jornal Nacional e Fantástico, a jornalista foi convidada para ser a âncora oficial do Jornal Hoje em 2019. À frente do telejornal, Maju foi alvo de comentários racistas e até de uma lista que destacou todos os deslizes cometidos em sua estreia como âncora.


No entanto, acima de todos esses comentários, existe uma mulher preta que está construindo uma carreira incrível dentro do jornalismo brasileiro e que já é inspiração para muitas meninas pretas que sonham em seguir a profissão.


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