6 motivos para ver a terceira temporada de "Sex Education"

A terceira temporada da nossa queridinha série adolescente saiu na última sexta (17) e, com o atraso de mais de um ano causado pela pandemia, essa era uma das estreias mais esperadas de 2021. Sex Education é um dos maiores acertos da Netflix porque é uma espécie de Skins (2007-2013) mais leve, consciente, íntima e sem romantizar a depressão adolescente rs. Hoje a gente te conta porque você deveria ver a nova temporada — ou, se você nunca viu, porque deveria começar já.



A história continua alguns meses depois do último episódio da segunda temporada. O colégio de Moordale ficou com uma péssima reputação na mídia, ganhando o apelido de “escola do sexo”. Para controlar a crise, uma nova diretora assume o comando da escola. Hope (Jemima Kirke) é uma jovem aparentemente descolada que, aos poucos, vai tomando medidas rígidas e drásticas para controlar os alunos. As histórias individuais, é claro, também vão se desenvolvendo e a gente vê mais da história complicada de Otis e Maeve, do relacionamento recente de Eric e Adam e do crescimento e superação de Aimee.



1. Novos antigos personagens

Acho que um dos pontos que mais gostei nessa nova temporada de Sex Education foi o aprofundamento de mais personagens. A gente já conhece bastante da complexidade dos principais, mas agora os coadjuvantes foram mais bem explorados. Conhecemos um lado mais íntimo e vulnerável de Ruby (que é o meu mais novo diamante a ser protegido), uma Viv mais ambiciosa, um Jackson mais explorador e engajado, um Groff pai se entendendo mais e se esforçando para reconquistar a família, um Groff filho lutando para lidar melhor com as emoções e por aí vai. Se você é do time dos que não entendem o hype que os roteiristas têm no Otis e na Maeve, essa temporada é para você.


Ruby, Jackson e Adam foram os personagens que eu mais quis ver em cena. | Foto: Divulgação

2. Meu casal <33

E falando no casal do ano, será que veio aí os refrescos? Bem, só assistindo para saber rs. Mas posso adiantar que se você gosta desse drama Maevis à la Rachel e Ross, você vai ter bastante conteúdo nessa terceira temporada. Eu, particularmente, tenho um pouco de preguiça desse tipo de plot em séries. Acho cansativo fazer o público torcer para um casal e nunca de fato entregá-lo — principalmente se carisma não é um dos pontos fortes dos personagens para equilibrar rs. Mas posso adiantar que tem drama Maevis para quem gosta.


Otis e Maeve seguem na dramática relação. | Foto: Divulgação

3. Eric, Eric, Eric

Se você não gosta do Eric, sinto dizer, mas você tem um desvio de caráter. Nessa nova temporada a gente vê mais camadas do nosso príncipe nigeriano — tem até todo um plot em torno de sua família e viagem à Nigéria. Além disso, como já falei, a gente também vê mais do relacionamento improvável de Eric e Adam, o que traz à tona algumas das dificuldades de relações amorosas queer de maneira geral. Bem, basicamente, eu sinto que a temporada inteira vale a pena por todas as cenas com o Eric (perfeito).


A experiência de Eric na Nigéria foi um ponto de virada. | Foto: Divulgação

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4. Representatividade importa (sempre)

Sex Education não decepciona muito no fator representatividade, né? E nessa nova temporada não é diferente. A chegada de Cal traz para a série personagens não-binários e suas dificuldades no dia a dia — e, melhor ainda, Cal é interpretade por Dua Saleh, que também é uma pessoa não-binária. Segundo Laurie Nunn (criadora da serie), eles queriam explorar mais partes da comunidade LGBTQIA+ e, por isso, “trabalhamos juntamente com consultores não binários para ter certeza de que essa narrativa seria abordada de forma autêntica.”


Cal é interpretade por Dua Saleh, também não-binárie. | Foto: Divulgação

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5. Feminismo, sororidade, etc

Na segunda temporada tivemos aquela icônica cena no ônibus das meninas apoiando Aimee após seu episódio de assédio no transporte público. Foi linda, emocionante e até hoje fico com vontade de chorar quando vejo uma foto. Fiquei um pouco decepcionada que nessa nova temporada parece que todas esqueceram que isso aconteceu porque Aimee só continua tendo apoio direto de Maeve. Essas duas, inclusive, são a cota de sororidade da temporada e, sinceramente, vale cada minuto de tela da amizade delas.


A amizade das duas é uma das melhores coisas da série. | Foto: Divulgação

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6. Crítica ao totalitarismo, extrema direita e ao moralismo conservador

Sim, pode espalhar por aí que Sex Education é comunista! Brincadeira rs. Mas nessa nova temporada tem umas críticas bem interessantes à extrema direita e a um moralismo excessivo que acaba gerando muita desinformação. Com a nova diretora no colégio Moordale muita coisa muda e surgem regras bem autoritárias que tentam reduzir as individualidades dos alunos — diria que ela tenta implementar um Escola Sem Partido por lá. Falar de sexo é proibido. Falar de feminismo também. Movimento LGBTQIA+ então… E, sinceramente, não sei como é lá na Inglaterra, mas se aquele tipo de coisa acontecesse em uma escola aqui no Brasil era, no mínimo, um bom processo.


Lily passa por várias fases nessa nova temporada. | Foto: Divulgação

De maneira geral, a terceira temporada de Sex Education não deixa a desejar e acho que, se você é fã, tem que ir ver agora. Para mim, essa é uma série leve que conversa muito bem com a geração Z e, ao mesmo tempo, com os millenialls — coisa que não é lá muito fácil, né? É uma produção sincera e tocante que todo mundo deveria ver.


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