12 vezes que Sônia Braga representou o Brasil no exterior

Sônia Braga completa 71 anos neste 8 de junho de 2021, dos quais 57 são dedicados à arte. Ao longo dos mais de cinco décadas de carreira, ela já realizou mais de 80 produções para a televisão e para o cinema, seja aqui no Brasil ou no exterior. A menina que nasceu em 1950 na cidade de Maringá, no Paraná, se tornou a atriz mais conhecida do seu país no exterior, fazendo papeis que ficaram marcados na história da arte.


Aos 14 anos, ela estreou no programa juvenil "Jardim Encantado". Logo em seguida, em 1968, ela fez sua primeira participação em um filme e, em 1969, estrelou a novela “A Menina do Veleiro Azul”, na extinta TV Excelsior. Na década de 70, seguiu intercalando papeis na TV e no cinema.


Sônia Braga, a atriz brasileira mais famosa no exterior
Sônia Braga │ Reprodução

Já na década de 1980, Sônia se impulsionou para o exterior e conquistou papéis coadjuvantes e de protagonista em filmes estadunidenses. Ela fugiu do que a maioria das atrizes brasileiras almejam, um contrato com a Globo, o que a permitiu voar mais longe.


Entre produções nacionais e internacionais, destacam-se os filmes “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), “O Beijo da Mulher Aranha” (1985) e “Cidade do Silêncio” (2006), além das produções para a TV “Gabriela” (1975), “Dancin' Days” (1978) e “Sex and the City” (2001).


No entanto, neste texto, além de relembrar seus principais trabalhos, vamos pontuar momentos marcantes de sua carreira, em especial, os que ela mostrou a potência artística do Brasil para o mundo inteiro.


Sônna Braga estrelou filmes como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “O Beijo da Mulher Aranha”, "Aquarius" e "Bacurau", além de séries como "Sex and the City" e "CSI"
Sônia Braga │ Reprodução

“Dona Flor e Seus Dois Maridos”


Na década de 70, Sônia Braga estrelou um dos clássicos do nosso cinema, o filme “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, inspirado na obra do escritor Jorge Amado (1912 - 2001). O sucesso foi tanto que levou o cinema nacional para o exterior também. Com Dona Flor, a atriz foi indicada ao prêmio de Melhor Protagonista Revelação no British Academy Film Awards (BAFTA).


“O Beijo da Mulher Aranha”


O filme américo-brasileiro “O Beijo da Mulher Aranha”, de Hector Babenco, foi aclamado em diversos festivais, como o de Cannes, o qual venceu em 1985. Sônia foi indicada ao Globo de Ouro como Melhor Atriz Coadjuvante e chegou a Hollywood graças a esse trabalho. O drama do diretor argentino naturalizado brasileiro é um dos maiores sucessos da atriz até hoje.



Jurada do Festival de Cannes


O sucesso do filme foi tão grande que Sônia Braga participou do júri do Festival de Cannes em 1986, sendo a primeira brasileira a conseguir o feito.


Participação no Oscar


Sônia também foi a primeira atriz brasileira a apresentar uma categoria do Oscar, a maior premiação de cinema no mundo, em 1987, ao lado do astro Michael Douglas. Na época, tinha apenas 36 anos de idade.


Indicações ao Globo de Ouro e Emmy Award


Com carreira já consolidada no exterior, ela assumiu papéis coadjuvantes em filmes, como “The Rookie” (1990), minisséries e telefilmes, como “Amazônia em Chamas” (1994). Neste último trabalho, feito pela HBO, a atriz conseguiu nomeações ao Globo de Ouro e ao Emmy Award. O projeto contou a história do seringueiro acreano Chico Mendes.


“Tieta do Agreste”


Outra produção brasileira que conquistou os gringos foi o filme “Tieta do Agreste”, um filme baseado no romance homônimo de Jorge Amado, com direção de Cacá Diegues. Lançado em 1996, recebeu críticas positivas mundo afora. O crítico Kevin Thomas, do Los Angeles Times, declarou que “a beleza sensual de Braga e a paixão ardente são perfeitos para a corajosa, mas emocionalmente marcada Tieta".


Séries nos Estados Unidos


Nos anos 2000, Sônia participou em vários programas e séries estadunidenses como “Sex and the City” (2001), “American Family” (2002), “Law & Order” (2003), “Ghost Whisperer” (2005) e “CSI: Miami” (2005). Mais recentemente participou da sexta temporada da série de TV “Royal Pains” (2016).


“Aquarius”


O longa trouxe muitos reconhecimentos para Sônia Braga. Do Brasil aos Estados Unidos, passando pela América Latina e Europa, o drama com pegada política do diretor Kleber Mendonça Filho foi considerado um dos melhores filmes brasileiros pelos críticos internacionais. O longa quase virou o representante brasileiro na corrida pelo Oscar e venceu prêmios, como Festival Internacional de Cine de Mar del Plata, Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de La Habana e San Diego Film Critics Society Awards.



#ForaTemer no Festival de Cannes


E por falar em "Aquarius", durante o lançamento do longa, em 2016, a atriz se posicionou contra o recente impeachment da ex-presidenta Dilma Rousself e gritou “Fora Temer” no palco do festival (saudades de quando o Temer era nossa maior preocupação, né?). O ano foi marcado também pela vitória da atriz no prêmio de Melhor Atriz do festival.


Jurada do Sundance Festival


Em 2017, Sônia foi jurada de mais um festival nos Estados Unidos, desta vez, na 33ª edição do Sundance Film Festival, que aconteceu em Park City, Utah.


Homenagem no Festival La Orquídea, no Equador


Ainda em 2017, ela também foi homenageada no festival La Orquídea, o mais importante do Equador e um dos mais renomados da América do Sul.


“Bacurau”


Assim como “Aquarius”, “Bacurau” (2019) trouxe Sônia Braga aos holofotes no Brasil e no mundo por interpretar um papel com viés social. Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o filme levou o Prêmio do Júri do Festival de Cannes, além de outros no Festival de Munique e Festival de Lima. A atriz recebeu nomeações no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e Prêmio Guarani de Cinema


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